terça-feira, 30 de maio de 2017

"Movimento e Linguagem", por Soraia Maria Silva

Movimento e Linguagem 
Soraia Maria Silva 
Departamento de Artes Cênicas 
Instituto de Artes 
UnB 

Análise de alguns princípios de preparação corporal que auxiliam na atuação artística do corpo em movimento. 

   Existem diversas abordagens do corpo dentro da dança, do teatro, da educação física e das atividades recreativas populares, específicas de cada região. Geralmente a formação da técnica corporal, dentro desses estilos de movimento é um tanto específica e gera um “modelo’ de atuação gestual/postural. 
      Neste curso pretendemos a preparação do corpo, sem nenhum vínculo estético com esta ou aquela escola, criando um método de fácil compreensão para os necessitados da reaprendizagem sobre o movimento natural e orgânico; método este que possibilite o desbloqueio das tensões corporais e mentais do dia a dia e ao mesmo tempo prepare e incentive o corpo na sua atuação artística integradora.
      Através da vivência prática de alguns exercícios de preparação corporal  ligados a algumas técnicas como: Eutonia – de Gerda Alexander; Bambú ao vento - de Erick Hawkins; Ritual de aquecimento - de Anna Halprin; Releituras do ballet clássico e moderno; Técnicas de auto massagem de tai-chi chuan; Bioenergética – “Grounding” – técnicas de enraizamento; Técnica de Laban¹ (posteriormente) e outras encontramos alguns princípios fundamentais de abordagem do movimento, os quais serão analisados no decorrer do texto, tais como: 
  1. A conscientização do sistema ósseo; 
  2. A respiração e o movimento; 
  3.  A abordagem do corpo através do uso de imagens: a tentativa de diminuir a rigidez da imagem corporal através do uso da imagem espiral; 
  4.  O uso adequado do esforço para a execução do movimento; 
  5.  O princípio do enraizamento.
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¹O método de Laban, como veremos em outra etapa, vem de encontro à vários destes princípios, na medida em que propícia ao corpo uma atuação correta. Este método facilita as projeções e oposições no movimento, bem como as variações de utilização dos esforços nestes. Isto se dá através dos conceitos teóricos/práticos da Corêutica: organização da forma do movimento em padrões determinados (percebe-se aqui o uso da imagem influenciando a colocação do corpo em suas projeções e oposições); e da Eucinética: que promove a combinação das váriações das qualidades de peso, espaço, tempo e fluência associados as variações da atitude interna, mental e emocional, da pessoa em movimento. Seu método favorece não só a possibilidade de um exercício corporal intenso sem molde estético pré-estabelecido, bem como amplia os horizontes dos estudiosos do movimento expressivo criativo.

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Sobre algumas técnicas a serem abordadas em aula: 

A – Isadora Duncan 

      O espirito da dança de Isadora permanece vivo a quase um século e chega até nossos dias com sua mensagem de liberdade. No começo do século XX (no auge da industrialização), quando predominava a repressão e o formalismo, a arte de Isadora devolve a poesia, a espontaneidade e a beleza à dança, trazendo os primeiros sinais de uma nova revolução estética e formal nessa arte. 
      Hoje em dia, o que existe é uma grande controvérsia sobre o “legado” que Isadora deixou para o mundo da dança. Alguns críticos dizem que a influência de Isadora na atualidade é efêmera, por não ter ela elaborado nem técnica, nem doutrina precisas. Eles dizem que sua arte estava estritamente ligada a sua forte personalidade e às suas emoções pessoais. Mas quem ousa parar e escutar mais atentamente o que Isadora tem a nos dizer, percebe profundos fundamentos em sua dança. 
      Isadora possuía uma técnica da expressão individual. Ela não queria que os dançarinos dançassem imitando-a fielmente, e sim, que buscassem a sua própria dança com um impulso interno para o movimento. Para isso ela usava sua metodologia própria, dando indicações com imagens poéticas que suscitavam esse movimento interno. 
      Um dos principais motivos de recuperar na contemporaneidade os princípios da arte de Isadora está no caráter revolucionário desta, que resgata valores primitivos, como fonte de inspiração para expressão de uma dança que transcende os modismos de uma época. 

      OS PRINCÍPIOS QUE DEVEM NORTEAR A PRÁTICA DA ARTE DA DANÇA SEGUNDO ISADORA DUNCAN: 
      A busca de imagens e de empatia com a formas da natureza: muitos dos estudos coreográficos se baseiam no movimento de animais e elementos da natureza, Isadora buscava a compreensão profunda das regras da vida e do movimento da natureza, para ela toda obra de arte de verdade deveria ter em seu âmago um vínculo com as formas naturais. 
      A lei do movimento circular ondulatório: a lei das forças e dos movimentos circulares na natureza devem ser respeitadas, observadas e transpostas para o movimento do corpo para que este dance e através de grandes ondulações se projete além do próprio eu e se integre ao ritmo eterno das esferas. 
      A busca da harmonia e da beleza: além do estudo das formas e dos movimentos ondulatórios da natureza, Isadora buscava o movimento harmônico e natural representando nas esculturas, nos afrescos e nas pinturas da Grécia Antiga como um ideal de arte universal. 
      O impulso interior: para Isadora todo movimento deveria iniciar de um impulso interior, que seria a semente de todos os movimentos expressivos, a partir da observação mediativa e da empatia com a natureza e as obras de arte.

      OS ARGUMENTOS USADOS POR ISADORA PARA AFIRMAR QUE SUA DANÇA ERA A DANÇA DO FUTURO:
       Para Isadora a dança do futuro deveria ser o resultado de evolução intelectual e espiritual do homem. A partir do conhecimento do próprio corpo o homem descobriria o caminho para o cultivo da beleza como ideal, integrado às formas profundas e bonitas da natureza. A bailarina acreditava que a dança do futuro era igual a dança do passado, não no sentido folclórico de resgatar as danças do homem primitivo, mas o sentido de cada “forma”, cada corpo tem o seu próprio movimento natural; como o movimento da água, do fogo, dos pássaros que permanece o mesmo no passado e no futuro. Os argumentos usados por Isadora defendiam a harmonia, a beleza e o desenvolvimento psico-espiritual do corpo humano na sua individualidade motora, e sua integração dos centros do corpo, do espírito e da emoção.

B – Erick Hawkins

       Erick Hawkins foi um ex-estudante de Harvard, e só foi dançar após ter estudado literatura e filosofia. Ele pertenceu à companhia de Martha Graham, mas se desvinculou desta buscando seus próprios métodos. Como Martha Graham, Hawkins fixou na bacia o ponto de partida do movimento da coluna e também foi um grande admirador da dança e dos princípios de Isadora. Ao integrar essas duas influências ele desenvolveu o movimento puro, sem esforço violento, escolhido em virtude de sua beleza plástica e de sua intensidade. 
      Erick Hawkins propõe a fluidez do movimento no trabalho de esquentamento corporal. Os exercícios por ele elaborados para a coluna vertebral, ao mesmo tempo que favorecem o alinhamento adequado das vértebras, colocam estas em movimento sempre contínuo (como um “bambu ao vento” – imagem por ele usada para definir os movimentos da coluna). 
      Esta fluidez e continuidade de movimento favorecem a desobstrução de algumas regiões tensas e rígidas da coluna, liberando assim o próprio movimento, inclusive de outras partes do corpo (como cabeça, braços e pernas) que estão diretamente ligados à coluna. Assim, com o corpo menos rígido é maior a abertura para a “assimilação” e “expressão” de movimentos, idéias, sensações e emoções.

C - Anna Halprin 

      Anna Halprin desenvolveu uma série de movimentos denominada “Moviment Ritual”. Esta série foi desenvolvida por ela para responder as necessidades do corpo: de repor a energia, de restaurar a sensibilidade e a percepção, de relaxar a mente e dar ao corpo a condição de movimento.
      Estes movimentos servem para meditar, para construir um corpo forte e flexível e para catalisar (acelerar) o emocional. Ela possui a consciência da unidade do ser, pois com um trabalho no seu próprio esquema corporal (imagem tridimensional que todos tem de si mesmos), através do uso disciplinar e diário dos seus próprios exercícios, ela se curou de um pequeno câncer na região abdominal (história documentada cientificamente). Isto mostra que os movimentos por ela elaborados, os quais também trabalham a imagem corporal, possuem uma finalidade terapêutica.
      Para o dançarino a sequência de movimentos trabalha fundamentalmente trazendo a consciência do centro de gravidade do corpo, localizado um pouco abaixo do umbigo, ao qual Anna Halprin denomina red spot. Centro este imprescindível para o equilíbrio dinâmico do corpo no espaço.

D – Gerda Alexander

      Segundo Gerda Alexander a palavra eutonia foi criada para expressar a ideia de uma tonicidade harmoniosamente equilibrada, em constante mudança, de acordo com o estado ou a atividade do momento (variando entre hipertônus, nível médio e hipotônus). A eutonia baseia-se no relaxamento (um aspecto do domínio do tônus) na sensação tátil consciente, no desenvolvimento de sensibilidade superficial e profunda e na capacidade de sentir consciente e individualmente (o mundo interior e exterior do corpo). 
      Através de seus estudos, Gerda Alexander tenta mostrar um caminho que permita a descoberta de possibilidades de movimento e de expressão, para cada indivíduo em particular. Tentando, ao mesmo tempo, que estes indivíduos possam desenvolver suas capacidades artísticas e sociais mediante uma regularização e uma adaptação conscientes do tônus. Após uma percepção global da técnica da eutonia, aplicaremos três aspectos desta na construção da metodologia de exercícios presente na sequência de movimentos desenvolvida no chão durante o semestre:

      AS POSIÇÕES DE CONTROLE:

      Gerda Alexander desenvolveu as posições de controle para dar às pessoas a possibilidade de controlar-se a si mesmo. Segundo ela é inutil dizer para uma pessoa se ela está ou não está tensa porque esta não tem consciência do que é a tensão corporal. 
      Assim, através da possibilidade de situar a parte do corpo em relação com músculos, os braço, as pernas, a coluna vertebral e todas as articulações, faz-se com que a pessoa, ao adotar as posições de controle, tome consciência sozinha dos pontos de tensão do seu corpo. 
      Estas posições de controle foram aplicadas na metodologia de exercícios no sentido de permitir ao bailarino uma avaliação nas condições de movimento (grau de tensão, flexibilidade, etc.) nas varias regiões do corpo, e a atuação consciente no alongamento da musculatura envolvida. 
      São dez as posições de controle, as quais vão aumentando gradativamente o número de articulações trabalhadas e incluindo posições preparatórias para as posições de controle: 

1ª: controle dos dedos dos pés. 
2ª: controle dos tornozelos e dos dedos dos pés. 
3ª: controle dos dedos dos pés, dos calcanhares, das coxas e dos quadris. 
4ª: controle dos quadris, das coxas, dos joelhos e da cintura. 
5ª: controle dos quadris, dos joelhos, dos tornozelos, dos pés e da cintura. 
6ª: controle dos músculos posteriores, da nuca, das coxas e das pernas. 
7ª: controle dos musculos posteriores, da nuca e das costas. 
8ª: controle da cintura, dos ombros e dos quadris. 
9ª: controle do ombro, da cintura, do torax e do pescoço. 
10ª: controle dos braços e dos dedos das mãos.

      TÉCNICA DE CONCENTRAÇÃO POR EXERCÍCIOS DE CORRENTE:

      Essa técnica serve para elevar o tônus e aumentar a circulação energética, cujos exercícios promovem um grau de tonicidade elevada com economia de energia na formação da “corrente” (conjunto de sensações percebidas em um seguimento do corpo percorrido pela consciência, sensações criadas pela estimulação da circulação sanguínea). 

      MOVIMENTO ATIVO-PASSIVO 

      Para que o movimento seja harmônico e com economia de energia é necessário que a se saiba controlar o grau de atividade ou passividade no movimento, dominando inclusive a passagem de um estado ao outro. 

Princípios convergentes na realização do movimento harmônico: 

         1- A CONSCIENTIZAÇÃO DO SISTEMA ÓSSEO

      No seu estudo de eutonia, Gerda Alexander mostra como as disfunções corporais estão quase sempre associadas a falsas imagens corporais, conscientes ou semiconscientes, com relação aos ossos (muitos problemas poderiam ser evitados a partir do desenvolvimento de uma consciência real das articulações, ao invés de um conhecimento intelectual de anatomia). Para ela a consciência óssea aumenta o relaxamento muscular, reforçando assim a segurança interior do indivíduo (consciência do eu), o que é uma preparação de grande valia para diminuir tensões emocionais profundas (como as que se manifestam na musculatura do períneo, no diafragma, nos espaços intercostais e na cintura escapular).
      Com isso percebe-se a importância de iniciar um trabalho corporal pela conscientização do sistema ósseo, o que favorece o fortalecimento físico e emocional do indivíduo, preparando-o para a longa jornada a ser percorrida, no desenvolvimento do corpo em movimento seja na arte seja na vida. 

         2- A RESPIRAÇÃO E O MOVIMENTO

      A respiração é abordada, nas várias técnicas, com o intuito de uma maior oxigenação das partes do corpo (alívio das regiões tensas), e de torna-la natural (no ritmo da inpiração, expiração e pausa), associada ao movimento. Para Gerda Alexander a unidade psicossomática da personalidade é reconhecível imediatamente e influenciável pela respiração. Ao estar intimamente ligada às variações de sentimento e emoções fortes, a respiração se torna um fator imprescindível para a abordagem da expressão do corpo na dança.
      Gerda Alexander é favorável a um trabalho indireto com a respiração através do relaxamento das tensões (eliminando as cristalizações tônicas que impedem a plenitude da respiração incosciente adequada). Tanto para, Isadora Duncan, Anna Halprin e Erick Hawkins a respiração é importante para recuperar a pulsação, a fluidez do movimento e o ritmo pessoal, fato imprescindível para a associação coletiva dos corpos.

         3- ABORDANDO O CORPO NO USO DE IMAGENS

      A uso de imagens para se executar um movimento é um dos princípios comuns às técnicas abordadas. Isadora Duncan sempre ensinou sua dança às suas discípulas através de imagens poéticas (tornando vivos através do gesto ou os elementos da natureza ou os sentimentos e emoções dos arquétipos do ser humano). 
      Para Erick Hawkins a imagem fundamental é a do “bambu ao vento” para aquecimento da coluna. Anna Halprin com suas imagens de entrega e relaxamento do corpo no chão e a do “red sport” no centro do corpo.Na prática, o uso das imagens desperta a expressão e a poesia do movimento, dando a este, estímulos adequados para a sua correta execução, em termos de qualidade de fluência, amplitude, respiração, peso, etc. Isto muitas vezes não se consegue com instruções racionais e mecânicas.
      Os movimentos circulares, desenvolvidos principalmente na técnica de Isadora, em espiral tem um efeito muito interessante sobre o corpo, além de trazer a liberdade em relação à massa e a substância do corpo (facilitando assim o alongamento e o alinhamento deste), também despertam no homem sentimentos antigos, como o da transcendência e o da transformação (no caso da própria imagem corporal). E estes fatores fundamentais para o dançarino que se preocupa com o caráter versátil de sua dança e de sua criatividade (sem dúvida influenciados pela maleabilidade da atitude psíquica). 

         4- USO ADEQUADO DO ESFORÇO PARA A EXECUÇÃO DO MOVIMENTO

      Um dos princípios essenciais, comuns às técnicas abordadas é a diminuição do esforço para a execução de movimentos. Essa diminuição do esforço leva a uma diminuição de tensão e consequentemente aumenta a maleabilidade e a agilidade do gesto. A energia, que é poupada dos esforços supérfluos, talvez seja um dos fatores primordiais de motivação e gosto pelo movimento, aumentando assim, a resistência e a longevidade de uma vida ativa e saudável para quem trabalha com o corpo. 

         5- O PRINCÍPIO DO ENRAIZAMENTO

      Talvez de todos os princípios este seja um dos mais importantes. Como o próprio nome diz, o objetivo é criar raízes, criar estabilidade para o movimento, pois “árvore que não tem raiz pode ser arrancada na primeira tempestade”. Muitas vezes a formação acadêmica rígida da dança (como no caso do ballet clássico, com o uso da sapatilha de ponta) dá muita ênfase aos movimentos de elevação, onde o importante é a fuga constante da força que nos atrai para a terra (a gravidade). 
      Um dos princípios importantes da dança de Isadora Duncan é justamente o oposto disso, ela prega a entrada absoluta do peso do corpo para a terra (o contato dos pés descalços com o chão. através dessa entrega existe uma maior relação entre o peso do corpo e a gravidade, o que permite um jogo maior de queda e recuperação. Essa força de enraizamento provoca uma força em sentido contrário, que é a força de sustentação do tronco, é como uma árvore, quanto mais as raízes se desenvolvem em direção às terras profundas mais os galhos e a copa da árvore crescem em direção ao céu. 
      O enraizamento gerado pela soltura do peso que por sua vez provoca o princípio de oposição e sustentação está nas bases do alicerce para a construção de um trabalho corporal expressivo.


Fatores do Movimento, planos espaciais e atitude interna associada 


Ações Básicas
      As oito ações básicas desenvolvidas (Rudolf Laban)- combinação dos fatores tempo, espaço e peso:
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BIBLIOGRAFIA:
- ALEXANDER, Gerda. Eutonia – Um caminho para a percepção corporal. Martins Fontes, 1983.
- BRIEGEL, G Muller. Eutonia e relaxamento. Tradução de Fernanda alves Braga e outros. São Paulo, Ed. Menole, 1987.
- CHENEY, Seldon. The Art of the Dance – Isadora Duncan. New York: Theater Arte Books, 3a ed., 1977.
- DUNCAN, Isadora. Minha Vida. Tradução de Gastão Cruls, 9 ed. José olympio Editora, rio de Janeiro, 1985.
- DE ANDRADE, Marília. Isadora Duncan: O que ainda temos a aprender. Revista Trilhas Campinas Instituto de Artes UNICAMP – Ano 1 n° 1.
- FELDENKRAIS, Moshe. Consciência pelo Movimento. São Paulo, summus, 1977. GARAUDY, Roger. Dançar a Vida. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1980.
- GAINZA, Violeta Hemsy. Conversaciones com Gerda Alexander, Vida y Pensamiento de la credora de la eutonia. Buenos Aires, Editorial Paidos, S.A I.C.F; 1985.
- HALPRIN, Anna. Moviment Ritual. San Francisco, San Francisco Dancer’s workshop, 1981.
- LABAN, Rudolf. Domínio do Movimento. São Paulo, Summus, 1978.
- LOWEN, Alexander e L. Lowen. Exercícios de Bioenergética: O caminho para uma saúde vibrante. Tradução de Vera Lúcia Marinho e outros. São Paulo, Ágora, 1985.
- SCHILDER, Paulo. A imagem do corpo. São Paulo, Martins Fontes, 1980.

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